9/23/2015

EXEMPLO DAS AVES







O Google não anuncia hoje
o início do outono
no hemisfério norte,
mas comemoramos aqui
no sul a vinda da primavera
como se tudo fossem flores.

É que à margem do calor
sobra sempre um copo de luz
pra gente viajar à estreiteza
de horizontes sem dor.

Enquanto lá só alguns pássaros
gorjeiam, os de cá cantam e dançam
de galho em galho, em si
na mesma clave do sol.

Lá e aqui prepara-se o inverno e o verão
no único tempo em que as estações
se veem na contingência de ser
as mesmas e tão desiguais.
O frio que se vai de uma
ameniza o calor que vem para a outra.

Notem a paciência das aves
que buscam o tempo e o lugar
para viver, em voos transversos
que atravessam ventos e continentes,
até encontrar a vida
que pediram a Deus.

23-09-2015

9/20/2015

PÍLULAS DE POESIA




1. O segredo (do poeta) é a arma do negócio (poético). “Trouxeste a chave?”, perguntaria o vate mineiro.

2. Os poemas à amada, o poeta faz é pra ele mesmo, porque, desde as cantigas de amor, eles (os poemas) de nada valeram, pois elas (as amadas) não ligaram lhufas para poesia.

3. Sousândrade, quando fez o "Inferno de Wall Street", não anteviu as transas de Watergate.

4. A pedra no caminho corresponde à montanha bíblica. Hoje a pedra ainda está no caminho e a montanha é apenas uma hipérbole.

5. Quanto maior o poeta (de uma escola literária) maior é o tombo (na escola seguinte).

6. A turris eburnea de que falavam os parnasianos se resume hoje a uma modesta torre de tv, para que os poetas sintonizem a máxima poundiana de que “os poetas são as antenas da raça”.

7. Quanto mais brilho tiver a metáfora, maiores méritos terá o lustrador de tropos.

8. O poeta não é um nefelibata, mas um aeronauta do improvável.

9. Na estrada de Sintra, Fernando Pessoa e Sá Carneiro entoaram os primeiros falsetes musicais: ui! ai! ui! ui!

10. Atirar pedras na vidraça de CDA não é mais revolucionário do que fritar bolinhos, não é, garotões de 45?

11. Para realizar a educação pela pedra precisa-se começar como engenheiro da pedra do sono. No final, todos serão cães sem plumas.

12. O poeta que resolver tomar cicuta, como o velho sábio grego, é porque não tem medo de certas rimas raras...

13. Os Rolling Stones foram os únicos artistas que conseguiram realmente remover a pedra do caminho. Rolling... rolling... stones...

(texto do autor, refundido do original publicado no SLMG de 9.8.1975)

8/01/2015

O VOO DO POETA



O poeta Wlademir Dias-Pino

Finalmente, edita-se um livro à altura da obra do poeta Wlademir Dias Pino, esse pioneiro na luta pela nova perspectiva do poema como objeto contemporâneo.
É o volume Poesia/Poema, organizado pelos professores Rogério Camara e Priscilla Martins, editado pela Estereográfica, com apoio da Funarte e do Ministério da Cultura.


Uma edição em cores, em papel cuchê, formato horizontal, contém momentos principais da obra de Wlademir, com notas esclarecedoras e entrevistas que fundamentam o trabalho de toda uma vida dedicada à arte.
A capa traz perfurações diversas que formam o primeiro poema do livro e dá uma mostra do que virá nas demais páginas.



Desde alguns poemas ainda discursivos do início das atividades de WDP até os poemas concretos e os poemas//processo que marcam sua evolução através dos tempos.
Por isso, divide-se a obra em 3 partes: apresentação, poesia concreta e poema//processo.
O trabalho editorial do livro é tão complexo que inclui também os poemas destacáveis cujas partes podem ser descoladas da página, saltando das mãos e aos olhos do leitor.




Há também folhas que se desdobram do corpo do livro para formar grandes quadros como o que mostra a trajetória de uma obra em intenso processo/progresso à medida que avançam suas experiências.




Um lançamento nada comercial, e por isso mesmo essencial para poetas, críticos, professores e leitores que pretendem entender o nosso tempo e a nossa arte.






Rogério Camara é professor da UnB, no departamento de Design e pós-graduações em Artes e Design.
Pricilla Martins é mestranda em PPG-Artes da Ufes.
São os organizadores da obra.




7/19/2015

ANTIGAS FAMÍLIAS CATAGUASENSES - Os Passeado, Miranda, Tinoco, Branco, Coutinho, Ponchant, Barbosa e outras

Como se sabe, as famílias se cruzam ao longo do tempo. Portanto, a família Passeado se cruzou com os Miranda, Tinoco Santos, Coutinho, Barbosa, Branco Ribeiro, Ponchant e muitas outras.
A seguir, algumas fotos antigas e recentes desse entrecruzamento:


Cirilo Passeado e Leocádia Barbosa Passeado e seus filhos e D. Chiquinha (mãe de Cirilo).


Minha mãe Ruymar Branco Ribeiro (Miranda Passeado), eu e minha avó Mariquinhas Passeado Miranda.


Achilles Hércules de Miranda, meu bisavô por parte de mãe, fundador de um colégio em Leopoldina e do Colégio Lafaiete no Rio de Janeiro. Professor de várias matérias em Leopoldina e no Rio. Traduziu as "Fábulas de La Fontaine" para o português.


Joaquim, Pedro e Aquiles na década de 1940 no estúdio de Eva Comello.


O vascaíno Joaquim ladeado pelo zagueiro da seleção brasileira de 1950 Augusto e sua noiva, no apartamento de minha tia Lourdes, no Rio.


Sonia, Maria Antônia e Pedro.


Dona Chiquinha, minha trisavó, casada com o escrivão tenente Jacinto Passeado.


Dona Lourdes Padilha Guimarães, nossa prima, e eu.


Ruymar e Joaquim em foto no dia do casamento.


Elisa, vovó Mariquinhas, eu; Pedro, Ricardo e Aquiles.


Sonia, Natália, eu, Eugênia, Maria Antônia.


Tenente Jacinto Passeado, meu trisavó, 1º escrivão de Órfãos de Cataguases.


Parentes de além-mar: vô Pedro, vó Delfina e netos (Freguesia de Galegos, Portugal).


Tia Lucília em visita ao Brasil com meus pais.


O jovem Branco Ribeiro.


A prima Heloísa Passeado, ex-Miss Juiz de Fora.


Mãe, vó Mariquinhas e tia Namur.


Família reunida na casa do Pedro, Ecila e filhos.


Tios Tirinho e Dalila.



Vó Mariquinhas, mãe, bisavó Cacá, Ecila, tia Namur e os meninos Pedro e Joaquim (anos de 1940)



Mariana, Ângela, Danielle Ponchant e Sonia, na França.


Casamento de Maria Antônia e Patrice Ponchant.


Maria Alice Ribeiro Ponchant.









7/15/2015

poemÀcidade - Joaquim Branco 2015

Cartões com minipoemas de Joaquim Branco - homenagem à cidade de Cataguases - Fotos de Natália T. Ribeiro e Eugênia Branco