4/26/2015

PEQUENO PERFIL DOS "VERDES" - Cataguases 1927 - 3 Enrique de Resende



ENRIQUE DE RESENDE - Henrique Vieira de Rezende nasceu em Cataguases em 13-08-1899, na família dos fundadores do município. No tempo em que construía a estrada de rodagem Cataguases-Leopoldina, como engenheiro, fez parte do grupo Verde de literatura. Escreveu variada obra (poemas, críticas, memórias). Casado com Judith Resende com quem teve 4 filhos: João Afonso (falecido), Teresa, Henrique Oswaldo (Vadinho, também falecido) e Maria Lúcia.
Morreu no Rio em 1973.
Obras:
Pequena história sentimental de Cataguases, Obras completas, Estórias e memórias, Derradeira colheita
e outras.






O escritor Enrique de Resende (quando participava do Movimento Verde mudou a grafia do seu nome).






O CANTO DA TERRA VERDE

Enrique de Resende

Leva de negros.

Fuzila o sol tinindo nas cacundas nuas.

No ar o lampejo metálico das enxadas e das picaretas.

(a quando e quando
estrala a dinamite, estrondando e rebom-
bando no seio bruto
da pedreira bruta.)

E as estradas de rodagem, a custo, lentamente,
se entrelaçam,
como um cordame de veias,
no corpo adusto
da terra inóspita.




A esposa Judith.


Família de Enrique de Resende.


Antiga Fazenda do Rochedo, onde morava o clã dos Rezende.


Jardins da Fazenda do Rochedo.


Enrique, a esposa e netos.


Judith e Enrique.


Caricatura do poeta-engenheiro.


No Rio de Janeiro, numa clássica reunião de intelectuais - o Sabadoyle - onde se reuniam escritores na casa de Plínio Doyle.


Na posse como acadêmico na AML - Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte.


Fachada da Fazenda do Rochedo.


Capa de seu livro de estreia: Turris Eburnea.


Passeando em BH com um amigo.


Enrique foi o engenheiro responsável pela construção da 1ª estrada Cataguases-Leopoldina pelos idos de 1927, quando participou também do Movimento Verde. Esta foto é histórica. Mostra a passagem do 1º carro pela Ponte do Sabiá, talvez dirigido pelo poeta. (cedida pela filha de Enrique - Maria Lúcia.


Reunião comemorativa de família.


Jantar em família.


Família reunida.


Charge do pintor Di Carrara.


Capa do 1º livro de Enrique em conjunto com Rosário Fusco e Ascânio Lopes.

(fotos do Arquivo Joaquim Branco e algumas cedidas por Maria Lúcia Rezende e José Rezende Reis, aos quais agradeço a colaboração).

3 comentários:

anna carolina disse...

Joaquim, querido, estou acompanhando com muito interesse suas publicações sobre os Verdes. Maravilha.
Observando aquela fotografia de Enrique de Resende passeando com um amigo, achei o prédio tão igual ao da Funarte, do Museu de Belas Artes, que ficam ambos num só quarteirão... Desculpe, mas você tem certeza de que é mesmo em BH? Não poderia ter sido no centro do Rio?

Glória Barroso disse...

meu amigo Joaquim: parabéns por suas ótimas pesquisas e me fazer conhecer esses verdes tão cheios de cor e ta
lento. Obrigada. Sobre o q disse Anna Carolina, pensei a mesma coisa. Foi lá q estudei e me pareceu muito familiar. Será?

Joaquim Branco disse...

Anna, não tenho certeza. São informações da família. Grato pelas palavras.