1/10/2007

NOS CÉUS DO CAZAQUISTÃO

Meu blog hoje amanheceu indisposto. A vontade de escrever não batia com as ideias que teimavam em aparecer, ora forçando uma saída de emergência, ou apenas permanecendo quietas.
Isso significava também a preguiça de ler os jornais do dia com as mesmas notícias e apenas a data diferente: conflitos no mundo – Oriente Médio, Europa etc. – assaltos, roubos na América.
Um blog sisudo, inoperante não suportaria a possível alegria reinante, da mesma maneira que um blog brincalhão e irreverente não veria com bons olhos a miséria no globo. Globb...glubb.
Fugir para alguma ilha no Pacífico era uma antiga opção: mas os anos 5O já se foram, o sonho americano, Marilyn, Bond, Brando e outros. Nada tão pacífico a fazer como esconder experiências atômicas ou espiões 007 entre aborígenes, o que arrebataria o corpo e a mente mais ainda.
Ademais, o mapa-mundi, colorido e difícil de se percorrer hoje, está no museu da memória, e os aviões cruzam os céus como a precipitação de uma ideia.
O simples empresário, como fazia o poeta na imaginação, toma café no Cairo, almoça na Argentina e pode dormir sob o céu estrelado do Cazaquistão.
A experiência com um blog pode não ser tão decepcionante como outra qualquer.
É preciso, no entanto, ativá-lo para ver. E crer. Quem vir viverá.

Um comentário:

Fernando coimbra disse...

É um prazer acordar numa manhã de domingo, dar uma surfada na net e ser brindado com o novo blog do Joaquim Branco. ficou perfeito, parabéns mais uma vez Joaquim.